quarta-feira, 25 de junho de 2014

Texto "O Modelo do Modelos' de Ítalo Calvini e sua relação com o AEE.

“O modelo dos modelos”
Italo Calvino

                  Houve na vida do senhor Palomar uma época em que sua regra era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam. [..] Mas se por um instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas. [...] A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório, para encontrar aquele que se adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas realidades distintas, no tempo e no espaço. [...] Analisando assim as coisas, o modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si próprio.

                  Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. Completado também esse passo, eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”. Para fazer isto, melhor é que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis. Não é uma linha de conduta da qual possa extrair satisfações especiais, mas é a única que lhe parece praticável.

 

                  O texto acima nos leva a uma reflexão sobre o papel do professor do AEE enquanto educador, sobre conceitos da pessoa com deficiência e sobre a educação especial dentro do contexto comum, desde toda a sua evolução histórica. Nos mostra metaforicamente o modelo de educação existente antes de se pensar numa educação verdadeiramente inclusiva.
                  O "modelo dos modelos" almejado por Palomar, inicialmente, seria um modelo pré- estabelecido, um modelo o mais perfeito e lógico possível. De início, se verificaria se o tal modelo seria adaptável aos casos práticos observáveis nas experiências, para somente depois proceder às correções necessárias para que o modelo e a realidade coincidissem. Tal qual esses três momentos vivenciados por Palomar, vivemos numa sociedade que sempre cobrou de nós o tempo inteiro a perfeição. Não basta sermos bons, temos que ser os melhores em tudo. Somos cobrados para termos bons recursos financeiros, um ótimo emprego, um corpo perfeito. E em caso de termos uma deficiência? A cobrança ainda é maior. A sociedade vai adquirindo lentamente, nos hábitos, no modo de pensar e de agir, outros valores. Tendo como um de seus princípios a exclusão daquelas pessoas que não se enquadram em “modelos e verdades universais”, produzidos e impostos pela forma de organização vigente, que classifica o ser humano do mesmo modo que faz com as mercadorias: pela cor, pelo sexo e pelo poder aquisitivo. Esse modo fragiliza os princípios éticos, sociais, morais e culturais de qualquer instituição de educação comprometida com a construção da cidadania que amplia e transforma dentro e fora da escola.
                  A história da educação especial evidencia que sua trajetória foi marcada pela construção de um modelo de paradigma, a partir da idéia de homogeneizar um grupo de alunos em que todos aprenderiam da mesma forma, adotando-se assim um modelo totalmente tradicionalista, em que todos deveriam atingir um dado padrão de comportamento acadêmico, que definia o aluno como capaz e os que não coubessem nesse modelo eram facilmente excluídos ou limitados em sua trajetória escolar.
A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedades de modelos se possível transformáveis, para assim adaptá-los conforme a realidade. Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. No âmbito da educação, à medida em que os direitos do homem à igualdade e à cidadania se tornaram motivos de preocupação dos pensadores e das famílias, em busca permanente por uma sociedade inclusiva, a história da educação especial começou a mudar. A visão preconceituosa da sociedade daquela época, aos poucos, cedeu lugar a uma sociedade aberta para aceitar as diferenças.
                  Com a publicação da Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, relacionando-a com o texto, as questões levantadas permitem refletir: Palomar foi destituindo-se do preconceito e formando outras concepções e conceitos sobre o novo modelo que queria construir. Da mesma forma, a educação especial foi tomando outro rumo, com a construção de uma escola para todos, ou seja, transformando a escola em um espaço capaz de receber todo e qualquer aluno, promovendo o Atendimento Educacional Especializado. É aí que como professores do AEE, entra nossa atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão, reforçando a importância dos ambientes heterogêneos para a promoção de aprendizagem de todos os alunos, considerando suas diferenças e suas necessidades específicas. É nosso papel, como professores do AEE, colaborar com nossos alunos para a superação de suas limitações, para o desenvolvimento de suas possibilidades, para a construção de sua autonomia e para melhoria de suas condições de vida. Devemos objetivar construir e efetivar uma prática pedagógica que lide com todos os níveis de desenvolvimento e processos de aprendizagem diferenciados, buscando, juntos (escola, família e comunidade), alternativas para a superação dos conflitos e das dificuldades que surgem na caminhada.
                  No AEE, è que se promove a reflexão sobre a construção de novos modelos e sobre a necessidade de mudanças de atitudes sociais e de quebra de barreiras, que impedem o acesso e a permanência de alunos com necessidades especiais nas escolas de ensino regular. 

                 

sábado, 31 de maio de 2014

Atividades de baixa tecnologia para trabalhar com alunos com Transtorno do Espectro Autista.

A prancha temática é um recurso utilizado para promover a comunicação do aluno com TEA (Transtorno do Espectro Autista) que tenham a oralidade comprometida de acordo com as suas necessidades e potencialidades. Essa adaptação contribuirá para ampliar uma comunicação já existente e limitada ou ainda, como uma alternativa, quando a fala não existe.






                                         
Descrição da imagem:

Um livro de história, que conta a história de uma girafinha que não crescia como todas as outras  de sua idade e por isso sofria preconceito por parte de suas companheiras. O livro está acompanhado de uma prancha temática, com a qual o usuário da CAA poderá apontar personagens e ações mais importantes para verificar o entendimento depois da história contada.

No ambiente escolar os cartões de comunicação podem ser utilizados para contar uma história conhecida que pode ser realizado pelo professor do AEE e da sala comum, reconto da história pelo aluno e também em parceria com os alunos da sala para um relato da história.                     

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Surdocegueira e DMU
Surdocegueira


          “A criança surdocega tem uma das deficiências menos entendidas. Não é uma criança que não pode ouvir, ou uma surda que não consegue ver. É uma criança com privações multisensoriais, a quem foi efetivamente negado o uso simultâneo dos dois sentidos distais.” C. Mclnnes e Treffry, 1982, p. xiii.
É uma deficiência única que apresenta a perda da audição e da visão de tal forma que a combinação das duas deficiências impossibilita o uso dos sentidos de distância, cria necessidades especiais de comunicação, causa extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, recreativas, sociais, para acessar informações e compreender o mundo que o cerca.
          A surdocegueira, é portanto, uma terminologia adotada mundialmente para se referir a pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes, classificando-se segundo a intensidade das perdas: surdocegueira total; surdez profunda com resíduo visual; surdez moderada ou leve com cegueira; surdez moderada com resíduo visual;
perdas leves, tanto auditivas quanto visuais.
          A surdocegueira é uma deficiência única e especial que requer métodos de comunicação especiais, para viver com as funções da vida cotidiana. (BEST Tony InformationGuide, definições de surdocegueira usadas em outros países. Documento sem editar).

Deficiência Múltipla
         “Expressão adotada para designar pessoas que têm mais de uma deficiência. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam mais ou menos intensamente, o funcionamento individual e o seu relacionamento social.” Ministério da Educação e Cultura, MEC, 2000,p.4.
A deficiência mútipla pode ser a deficiência auditiva ou a deficiência visual associada a outras deficiências (intelectual e/ou física), como também a distúrbios (neurológico, emocional, de linguagem e de desenvolvimento educacional, vocacional, social e emocional, dificultando a sua autonomia.
Várias podem ser as causas que envolvem a deficiência múltipla, como as de ordem sensorial, de ordem motora e de ordem lingüística. Podem ocorrer nos períodos pré-natal, Peri-natal e pós-natal.
 O que difere a surdocegueira da DMU é que a pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surdocega precisa da mediação de comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca, pois seu conhecimento do mundo se faz pelo o uso dos canais sensoriais proximais como o tato, olfato, paladar, etc. Já na DMU, ela sempre terá o apoio de um dos canais distantes (visão ou audição) como ponto de referência, sendo estes canais os responsáveis pela maior parte do conhecimento que adquirimos ao longo da vida.
            São fundamentais para o trabalho e desenvolvimento da linguagem das crianças com surdocegueira e DMU a interação e a comunicação. Elas estão interligados. A comunicação implica em interação, e mais a comunicação é definida como uma forma de interação em que o significado é transmitido por meio do uso de sinais, que são percebidos e interpretados por um dos pares.
           Segundo Van Dijk (1965), devemos considerar que a comunicação surge de uma interação entre o desenvolvimento cognitivo e experiências sociais.
           Todas as interações de comunicação e atividades de aprendizagem devem respeitar a individualidade de cada aluno com deficiência múltipla. Isto se refere a pessoas que possuem como característica a necessidade de ter alguém que possa mediar seu  contato com o meio. Assim, ocorrerá o estabelecimento de códigos comunicativos entre o deficiente múltiplo e o receptor. Esse mediador terá a responsabilidade de ampliar o conhecimento do mundo ao redor dessa pessoa, visando a lhe proporcionar autonomia e independência.
           Assim, a comunicação é um reflexo do desenvolvimento cognitivo que se manifesta durante as interações sociais.                                                          
           Ainda para o desenvolvimento de habilidades comunicativas não verbais, existem estratégias e meios que não podemos desconsiderar, que são contínuos e graduais como: indicações táteis/cinestésicas; sinais vocais visuais; indicações; gestos naturais; sinais vocais; sinais físicos (movimento do corpo); objetos reais; objetos representativos; fotografias de objetos; desenhos de objetos; ilustrações coloridas e em branco e preto; pictogramas; palavras impressas ou em braile; língua de sinais.

Bibliografia:
Maia S. R. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo. 2011.
Apostila de curso de capacitação nas áreas da DMU e Surdocegueira. Texto elaborado por Maria Aparecida Nina Comedi. 2003.






domingo, 9 de março de 2014

Educação Escolar de Pessoas com Surdez
Atendimento Educacional Especializado em Construção

Estudos realizados na última década do século XX e início do século XXI, por diversos autores e pesquisadores oferecem contribuições à educação escolar das pessoas com surdez, estabelecendo-se um embate político epistemológico entre os gestualistas e oralistas. Continuar neste embate epistemológico, é manter na exclusão escolar às pessoas com surdez. O que pretende-se aqui, é romper  com o embate gestualistas e oralistas, pois ele prejudica o desenvolvimento dessas pessoas quando  tende a priorizar apenas a questão da língua em si. Mais que a utilização de uma língua, os alunos com surdez precisam de ambientes estimuladores, que desafiem o pensamento, explorem suas capacidades em todos os sentidos.                                                                                                                                     
As ações do Ministério da Educação e Cultura (MEC) têm enfocado o uso do bilingüismo como uma tendência nacional, apesar das dificuldades encontradas na prática pelos educadores. Esta abordagem, tem como objetivo o desenvolvimento cognitivo lingüístico que o aluno surdo possa ter, tornando-os capazes, produtivos e constituídos de várias linguagens. As crianças surdas têm direito a uma educação bilíngue, isto é, aprender a Libras e a Língua Portuguesa, preferencialmente na modalidade escrita, constituindo línguas de comunicação e instrução, para assim desenvolver plenamente as suas capacidades cognitivas, facilitar sua comunicação com surdos e ouvintes e atuar como membro do mundo surdo e do mundo ouvinte. No entanto, o problema e o fracasso na educação das pessoas com surdez não pode continuar sendo centrado nessa ou naquela língua, mas devemos compreender a qualidade e a eficiência das práticas pedagógicas aplicada.                                                 
Não basta garantir às pessoas com surdez, a acessibilidade à escola, mas também sua permanência com sucesso. Portanto, faz-se necessário refletir que mudanças no sistema educacional são importantes para o acesso e permanência satisfatória dos surdos na escola.                                                  
Neste contexto, a Educação Especial, na perspectiva inclusiva, com o serviço complementar do Atendimento Educacional Especializado na escola/classe comum, oferece novas possibilidades para as pessoas com surdez, visando o pleno desenvolvimento e aprendizagem por meio de Libras e da Língua Portuguesa escrita. Esse atendimento disponibiliza serviços e recursos e tem como função organizar o trabalho complementar para a classe comum, com vistas à autonomia e à independência social, afetiva, cognitiva e lingüística da pessoa com surdez na escola e fora dela.
Considerando a necessidade do desenvolvimento da capacidade representativa e lingüística dos alunos com surdez, a escola comum deve viabilizar sua escolarização em um turno e o Atendimento Educacional Especializado em outro, contemplando o AEE PS nos três momentos didático-pedagógicos: o AEE de Libras, o AEE em Libras e o AEE da Língua Portuguesa, visando assim, oferecer a estes alunos a oportunidade de demonstrarem se beneficiar de ambientes inclusivos de aprendizagem.
O AEE em Libras ocorre diariamente, em horário contrário ao das aulas, na sala de aula comum, onde o professor do AEE trabalha com os conteúdos curriculares, articuladamente com o professor da sala de aula.
O AEE de Libras é realizado pelo professor e/ou instrutor de Libras, que deve estar qualificado para o magistério e, preferencialmente, ser um profissional com surdez. O atendimento deve ser planejado a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem a respeito da Língua de sinais.
O AEE para o ensino da Língua Portuguesa escrita exige que o profissional conheça muito bem a organização e estrutura dessa Língua, bem como metodologias de ensino de segunda língua. Este profissional deve, preferencialmente, ser formado em letras. 
O respeito e o oferecimento do atendimento educacional especializado para pessoa com surdez é direito do aluno com surdez e como tal não deve ser questionado, pois é a aceitação de sua diferença que assegurará a sua aprendizagem.
AEE para a Língua Portuguesa.

AEE de Libras.

AEE em Libras.


Referências :
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo, FERREIRA, Josimário de Paulo. Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção. Texto publicado na revista Inclusão do Ministério da Educação, jan/jul 2010.


Luciene Maria Rios Silveira Araújo – 09 de março de 2014

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Audiodescrição
Estudar e promover a acessibilidade audiovisual através da audiodescrição é possibilitar a inclusão de pessoas cegas, seja no espaço escolar ou fora dele, proporcionando o perfeito entendimento, ou seja a tradução de imagens em palavras de produtos culturais audiovisuais, filmes, peças de teatro, fotos, pinturas, aulas,etc.

Podemos propor em sala que os alunos assistam ao vídeo de olhos vendados e depois relatem suas experiências e impressões sobre o vídeo.
Acesse o link para baixar o vídeo, que está no formato audiodescritivo.

http://www.filmesquevoam.com.br/filme.php?id=484

 A audiodescrição nesta atividade poderá dinamizar o aprendizado do aluno cego ou baixa visão, possibilitando - lhe maior participação e interação na sala de aula. Acesse o link abaixo.
http://asmeninasdosolhosad.blogspot.com.br/

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

4ª. Atividade: Blog

               Jogos ou atividades que poderão oferecer o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno com deficiência intelectual.
Vygotsky estabelece uma relação estreita entre o jogo e aprendizagem, atribuindo-lhe uma grande importância para o desenvolvimento cognitivo resultante da interação entre a criança e as pessoas com quem mantém contatos. O jogo e o brincar fazem parte do ser humano em toda e qualquer idade, são fundamentais para o desenvolvimento, pois estimula construção de conhecimento através de aprendizagem significativas. Desta forma o professor pode contar com o uso de diferentes jogos pedagógicos, como estratégias de trabalho para auxiliar o aluno nos demais processos de aprendizagem. Estes permitem ao aluno criar e construir sua forma de aprender, desenvolvendo a capacidade de observação, comparação e atenção. Além destes aspectos o jogo permite a elaboração de estruturas como classificação, ordenação, estruturação, resolução de problemas e estratégias de leitura e escrita.
Segundo os PCNs ([200-], p. 56) o jogo oferece o estímulo e o ambiente propício que favorecem o desenvolvimento espontâneo e criativo dos alunos e permite ao professor ampliar seu conhecimento de técnicas ativas de ensino, desenvolver capacidades pessoais para estimular os alunos a capacidade de comunicação e expressão, mostrando-lhe uma nova maneira , lúdica e prazerosa e participativa, de relacionar-se com o conteúdo escolar, levando a uma maior apropriação dos conhecimentos envolvidos.

CAI NÃO CAI
Estimula:
Atenção, motricidade, percepção visual,
noção de cor e quantidade.
Descrição:
Garrafa plástica descartável, contas ou material de contagem e varetas.
Fazer vários furos com arame quente de um lado ao outro da garrafa. Colorir varetas
(palitos de churrasco) em várias cores. Selecionar material de contagem nas
mesmas cores das varetas. Para montar o jogo colocam-se as varetas nos furos da
garrafa e, após, o material de contagem.
Possibilidades de exploração:
-Retirar uma a uma as varetas sem deixar cair as peças.
-Pode participar uma criança para cada cor de vareta. Cada jogador escolhe
uma cor e, na sua vez de jogar, só poderá movimentar as suas varetas, tentando
não deixar cair as suas contas.




DESCUBRA A PALAVRA
Estimula:
Alfabetização, pensamento lógico.
Descrição:
Caixas de fósforo recobertas com papel contacto ou fantasia, onde estão
guardadas cartelinhas com silabas que compõem uma palavra. Por fora da caixa
poderá estar escrita a palavra ou colada uma figura correspondente.
Exploração:
Distribuir as caixinhas para que descubram qual a palavra que pode ser
formada com aquelas silabas, ou para que formem a palavra escrita na caixa, ou o
nome da figura correspondente.



TOCA DO RATINHO
Estimula:
Motricidade fina, percepção visual
e noção de quantidade.
Descrição:
Selecionar uma tampa de caixa grande (+ - 60x40 cm), uma bolinha de gude
pequena, seis potes de iogurte e pintar três de uma cor e três de outra. Fazer um
corte em forma de toca, colar as cores alternadas. Colocar os números de um a seis,
sendo uma cor para os números ímpares e a outra para os pares.
Possibilidades de exploração:
-Cada criança num determinado tempo tenta colocar a bolinha na toca,
“chutando-a” com os dedos. Cada vez que conseguir, faz os pontos especificados
em cada peça.




Referências Bibliográficas:

MAFRA, Sandra R.C. O Lúdico e o Desenvolvimento  da Criança com Deficiência Intelectual. 2008.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA E ALTERNATIVA – CAA

      A Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAA é uma das áreas da TA que atende pessoas sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e / ou escrever. Busca então, através da valorização de todas as formas expressivas do sujeito e da construção de recursos próprios desta metodologia, construir e ampliar sua via de expressão e compreensão.Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica (desenhos representativos de idéias), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA  para expressar seus questionamentos, desejos, sentimentos e entendimentos. A alta tecnologia nos permite também a utilização de vocalizadores(pranchas com produção de voz) ou do computador, com softwares específicos, garantindo grande eficiência na função comunicativa. Dessa forma, o aluno com deficiência, passa de uma situação de passividade para outra, a de ator ou de sujeito do seu processo de desenvolvimento.(BERSCH e SCHIRMER       ,2005,p.89).

     O objetivo da CAA é portanto, tornar o sujeito com distúrbio de comunicação o mais independente possível em suas situações comunicativas, podendo assim ampliar suas oportunidades de interação com os outros, na escola e na comunidade em geral.(SCHIRMER,2004,p.46).

     Os sistemas de CAA podem ser organizados em recursos que não necessitam auxílio externo(sinais manuais, gestos, apontar, piscar de olhos, sorrir ,vocalizar) e os que necessitam auxílio externo (objeto real, miniatura, retrato, símbolo gráfico, letras e palavras,dispostos em recursos de baixa e alta tecnologia).Desse modo o aluno sinalizará a mensagem que deseja expressar, apontando para o recurso externo que será organizado para ele (pranchas com símbolos,objetos,miniaturas),além de utilizar seus gestos, vocalizações e demais expressões particulares.

       O trabalho com a CAA  deve iniciar o mais cedo possível a fim de que possamos evitar um atraso no desenvolvimento das habilidades linguísticas do aluno (suas potencialidades e habilidades) e sobre o meio no qual está inserido (rotina e as principais necessidades de comunicação).É necessário que o profissional que irá atuar junto a este aluno e sua família, tenha conhecimento a respeito dos sistemas de CAA, para poder fazer a indicação mais adequada para sua utilização.No início do trabalho a escolha do recurso poderá estar relacionada a idade do aluno e às habilidades (cognitivas, visual , etc.).Uma maneira interessante de aumentarmos o vocabulário do  aluno é a imersão em símbolos, ou seja, cartões com símbolos gráficos seria colar nos vários ambientes da casa, da escola(banheiro, pátio,biblioteca,sala de aula, sala de música) sobre os objetos (cadeira,mesa, porta,geladeira,telefona,etc.) e em locais de fácil acesso, para que sejam visualizados e apontados.

        Um outro ponto fundamental na introdução a CAA é orientar e envolver os parceiros de comunicação (pais, cuidadores, professores ,colegas,etc.)para que saibam utilizar e aproveitar o recurso de comunicação em todos os momentos possíveis.








segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Atividade Blog - 05/08/13

                    De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) é papel do professor do AEE na escola e na sala de SRM identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos considerando as suas necessidades específicas. O atendimento educacional especializado tem por objetivo garantir aos alunos com deficiências especiais a possibilidade de aprender o que é diferente do ensino comum e desenvolver aquelas habilidades de que eles necessitam para poderem ultrapassar as barreiras impostas pela deficiência.O professor tem a função  de complementar ou suplementar a formação do educando através da disponibilização de serviços e estratégias que busquem viabilizar à sua participação nas situações práticas vivenciadas no cotidiano escolar, para que o mesmo,  com autonomia, possa otimizar suas potencialidades e transformar o ambiente em busca de uma melhor  qualidade de vida.Cabe-lhe ainda, manter uma articulação constante com  o professor da sala de aula, família e diferentes profissionais envolvidos neste processo, para juntos, fazer suas diferentes ações convergir para um mesmo objetivo, o desenvolvimento do educando com necessidades especiais.
                    Para o bom desenvolvimento do trabalho do professor do AEE, a importância do estudo de caso.Através dele, o professor do AEE conhecerá o aluno , tanto no contexto familiar como no escolar. É imprescindível que o professor conheça o aluno e suas particularidades, ajudando-o a atuar no ambiente escolar e fora dele, considerando suas especificidades cognitivas.Com base nestas informações o professor do AEE , será capaz de construir um perfil do educando, identificando as potencialidades e dificuldades dele e dos demais atores envolvidos com o aluno e a partir daí  elaborar o plano do AEE.
                    O plano do AEE contribuirá para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos atendidos na SRM, quando o professor  do AEE organiza situações de aprendizagem  a partir dos interesses  manifestados pelo aluno e escolhas diante das possibilidades existentes.A oferta de diferentes opções de atividades influenciam no desenvolvimento do aluno frente à
s diferentes situações de aprendizagem.

terça-feira, 21 de maio de 2013

EAD Vídeos sobre tecnologias

EAD Vídeos sobre Tecnologias'



Mudanças e novidades sempre causam estranheza, provocando um certo grau de estresse e desconforto no ser humano por haver uma alteração em seu modo de viver, o que varia de pessoa para pessoa. Mas será que essa estranheza é medo ou resistência ao novo? No vídeo "Help Desk na Idade Média", percebemos que o personagem fica bem inseguro ao lidar com o livro, não sabe como mexer, fica com medo de errar, de quebrar e só interage com o livro, após o amigo lhe explicar como é e mesmo assim ainda resiste, preferindo o que usava antes, por estar mais acostumado. Nesse nosso mundo em que surgem novas tecnologias todos os dias, temos q estar abertos a inovações, pois essas podem facilitar todos os âmbitos de nossas vidas.
Já o vídeo "did you know 2.0" trata da rapidez em que evolui o "mundo das comunicações" e como nós acompanhamos isso. Somos "bombardeados" todos os segundos por novas informações, que caminham o mundo inteiro em segundos, através da velocidade que a internet proporciona. E isso só tende a aumentar com o passar dos anos. Diante disso, surge a discussão: como nossas crianças lidarão com tanta novidade? Que recursos são necessários para a educação no século 21? Creio que é papel de nós, educadores, estarmos antenados com as novas tecnologias, a fim de que auxiliaremos nossos alunos a acompanhar esse processo e também seremos ajudados por eles, uma vez que se observa que as crianças aprendem com maior rapidez do que nós mesmos. Cabe á nós, educadores, fazermos escolhas coerentes com relação ao lugar apropriado e a tecnologia a ser aplicada. Essas escolhas são fundamentais para que a sociedade possa conquistar, gradativamente, domínio das ferramentas oferecidas pela informática, tendo a sensibilidade ética e social de que as nossas instituições de ensino formam a maioria dos "futuros cidadãos" deste país. Enfim, devemos estar cientes da importância da tecnologia no aperfeiçoamento do processo ensino- aprendizagem.

EAD Pesquisa sobre AEE.

Alunos com necessidades educativas, na verdade, já são uma fato na escola regular. Este processo, em verdade ainda gera tensão nas escolas. É o novo que se apresenta em um espaço que insiste em arranjar justificativas. É o novo que se apresenta em um espaço que insiste em arranjar justificativa para dizer que não o comporta. A relação do educador com este processo tem sido investigado por pesquisadores e tem se constatado a insegurança e o medo dos professores que alegam falta de condições físicas e estruturais e até pedagógicas para efetivação da proposta de inclusão educacional. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no 9.394/96 (Brasil, 1996), no Capítulo III, art. 4º, inciso III, diz que é dever do Estado garantir o “atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino. Para que a inclusão se efetive, é necessária que os professores estejam preparados para lidar com esse tipo de situação. Uma ação de base é preciso. Faz-se necessário uma mobilização direta em torno da escola partindo de reflexões individuais e coletivas por parte de todos aqueles que desenvolve uma ação direta ou indireta com alunos nestas condições. Por quê não começar pelo próprio educador? Não para lhe depositar todas as responsabilidades. Mas como alguém que conhece, que detém um saber e uma alternativa de trabalho a ser valorizada e reconhecida pela escola. Por ser este o caminho da educação e para valer uma educação de qualidade voltada para atender as necessidades educacionais de todo e qualquer aluno. Valorizar a qualidade da educação significa valorizar também o profissional da área, em especial, o professor. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Jennifer Fogaça - Graduada em Química
Educação Inclusiva - (http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/educacao-inclusiva.htm)

Conquistas e Dificuldades de um curso a Distância


Conquistas e Dificuldades de um Curso a Distância
Luciene Maria Rios Silveira Araújo
FORTALEZA – 25 de abril de 2013

A Educação a Distância (EaD) tem atingido um número de usuários no Brasil, especialmente na formação de professores em serviço. Para mim é algo muito novo e difícil, pois realmente não tenho domínio da informática e muita dificuldade em lidar com o uso da tecnologia. Mas sei da importância e da comodidade da Educação a Distância (EaD), pois nos proporciona um espaço para a formação, sem termos a necessidade de sair da sala de aula ou mesmo de casa, além de nos proporcionar a troca de experiências e a interação com novos colegas em um Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Sei que preciso superar o medo de lidar com o novo, deixando de lado o comodismo e indo a busca de aprendizagem e conhecimentos novos. Como forma de superá-los, tenho buscado experiências com a professora do laboratório de informática e com um grupo de formação continuada ( informática educativa), na minha própria escola.
Está chegando a hora em que a inovação tecnológica vai prevalecer, pois sabemos que não só na educação, como em qualquer outra área, estão em busca de profissionais qualificados e atualizados.
Hoje, os professores  tem que lidar não só com alguns saberes, como era no passado, mas também com a tecnologia e com a complexidade social, o que não existia no passado. (Nóvoa, 2001).
Precisamos nos dar conta da interatividade tecnológica, ficando explícito que a dificuldade de aprendizagem com o uso tecnológico  só existe, se o professor ficar cômodo, e se não ir em busca do novo, construindo mudanças no planejamento da sua aula, deixando de fazer uso de novos instrumentos de ensino.
Espera-se, que a Educação a Distância (EaD) desenvolva em cada um de nós cursistas a cultura de buscar novos conhecimentos via internet, que possibilitarão, além da procura de teorias e métodos, uma aprendizagem interativa em um ambiente contextualizado e significativo.